As principais áreas de TI – Suas divergências e convergências
Atualizado em 16/07/2010
Autor: Lukas.Bios
Artigo original
“Ao ver alguns grandes dilemas gravitando a mente de muitos amigos aqui do Fórum sobre qual formação/rumo/área embarcar, tomei a iniciativa de criar um tópico que ao mesmo tempo preocupa ser informativo e generalista, atrevendo-me a explicar as discrepâncias, por minhas percepções, de algumas áreas relacionadas a computação/tecnologia.
A ajuda de outros amigos também é mui válida para que possam contribuir com informações relevantes para cada área que vier aqui a ser discutida, e aqueles que quiserem contribuir com informações, sobre outras áreas distintas de computação, sinta-se à vontade, este tópico é para simplesmente unir informações úteis para muitos participantes do Fórum Guia do Hardware que estão em duvida sobre; quais são as características de determinado profissional, faixa salarial, situação de mercado para determinada área e outras duvidas.
Sobre a média salarial, uni várias informações de muitos sites requisitados de busca e oferta de empregos, ou apenas sites com pesquisas salariais efetuadas por determinadas instituições. Todos os sites estão no fim do tópico.
Não pretendo aqui simplesmente postar as diferenças de cada curso, vou dar minha opinião pessoal e percepção em relação a cada um, se fosse apenas para rivalizar suas características não seria uma matéria, mas apenas uma comparação, e para isto uma busca e consulta no Wikipédia/Google seria mais satisfatório.
Meus escritos logo abaixo não passam de singelas experiencias vividas, até então, aqui no Fórum e em minha vida profissional cotidiana, através de muitas MPs trocadas com alguns membros sobre suas duvidas profissionais e algumas conversas prolongadas até ao messenger, resolvi então tomar uma iniciativa criando este tópico e espero contribuir para que as mesmas duvidas seja, o máximo possível, minimizadas.”
Muitas pessoas confundem sistemas de informação com ciência da computação, é natural confundir isto visto que os mesmos possuem muitas matérias convergentes entre si, porem, na realidade existem sim diferenças, principalmente no que se diz respeito a enfase e foco principal de cada curso.
Para começar nossa pequena matéria, ou pequeno guia de profissões de TI, recomendo então a rivalizar estes dois cursos para entendermos melhor suas dinâmicas, matérias e divergências principais, afinal são os dois mais procurados, segundo minha analise para com as duvidas de muitos amigos aqui do Fórum.
Porque confundimos então o curso de BCC com o BSI?
O curso de BSI – Bacharel em Sistemas de Informação – possui uma enfase mista, tanto humanística quanto de exatas, possui matérias como Lógica de Programação, Calculo Diferencial, Geometria Analítica, algoritmo, Arquitetura. de computadores, Inteligencia Artificial, Banco de dados, Linguagens de Programação e Redes de Computadores. Porém, ao mesmo tempo, também possui matérias com enfase humanísticas tais como, Filosofia, Teoria Geral, ou fundamentos da administração, Gestão Informação, Gestão de Negócios, Governança em Tecnologia Informação, administração de produção, financeira e de custos, e algumas grades ainda colocam Introdução a Contabilidade e matérias voltadas a Economia.
A FatecSP define que: “Sistemas de Informação podem ser definidos como uma combinação de recursos humanos e computacionais que inter-relacionam a coleta, o armazenamento, a recuperação, a distribuição e o uso de dados com o objetivo de eficiência e eficácia gerencial (planejamento, controle, comunicação e tomada de decisão), nas organizações. Adicionalmente, os sistemas de informação podem também ajudar os gerentes e os usuários a analisar problemas, criar novos produtos e serviços e visualizar questões complexas. O estudo de Sistemas de Informação bem como o seu desenvolvimento envolve perspectivas múltiplas e conhecimentos multidisciplinares que incluem diversos campos do conhecimento como: ciência da computação, ciência comportamental, ciência da decisão, ciências gerenciais, ciências políticas, pesquisa operacional, sociologia, contabilidade etc.”
É por este motivo que algumas matérias do Jornal G1 e do próprio Jornal da Globo, a alguns anos atrás, defina que profissionais de TI deveriam, essencialmente, ser formados em Sistemas de Informação, justamente pela operacionalização de processamento de dados e suas transições que os mesmos possuem como responsabilidade primordial e característica dentro de uma organização.
Como se poder constatar nas mais variadas grades curriculares espalhadas pelas instituições no Brasil, o curso é bastante misto em sua essência curricular, o que o torna generalista em alguns aspectos.
Uma duvida muito debatida em alguns círculos e que também gravita na mente de muitos usuários é; O que faz, ou quem é o profissional formado em BSI?
Bom, muitos dizem que quem se forma em BSI se torna um Analista de Sistemas, o nome pode ser propicio e concordo com a intitulação, um analista de sistemas ele tem a função básica de transicionar e traçar dados dentro de uma organização, ele é um funcionário que fica ao meio termo entre a Gerência, isso quando não ocupa um cargo de Gerência, e aos colaboradores/funcionários da organização, é ele responsável, em suma maioria, pelos softwares que a organização estiver usando.
Um Analista de Sistemas deve ter a capacidade de entender e interagir-se com as principais linguagens de programação, ter ao mesmo tempo grandes conhecimentos na área de Banco de Dados e Estrutura de Dados, isso tudo porque ele é responsável também pela criação, se acaso for necessário, de softwares que possam atender a demanda da organização.
A enfase do curso de BSI é basicamente em Programação e Analise de Dados.
Para sintetizar isto tudo, podemos definir o Analista de Sistemas como um com conhecedor de Engenharia de Software – Trabalhar com Arquitetura de Dados, programação, Logica – e um Gerente de Projetos e de Negócios, talvez uma organização pode colocar o profissional na frente de um determinado Projeto para melhor atender as demandas da organização, e pode também, ou ao mesmo tempo, transicionar o profissional de Analista como um Gerente de Negócios, na averiguação dos softwares da empresa e aquisição, ou criação, de novos softwares.
Já o curso de BCC, bom, este existe muita controvérsia em relação a sua enfase, muitos dizem que é um curso essencialmente acadêmico dentro da área de tecnologia, o que é uma verdade, porem, o curso possui outra vertente que é a sua função extremamente técnica dentro da computação, a formação de um “Cientista da Computação” é baseada dentro de aspectos conceituais e técnicos.
O “cientista da computação”, titulo este que não gosto muito do som e pronúncia, trabalha dentro da área de pesquisa e instrumentalização da tecnologia, ou seja, dentro de uma parte conceitual acadêmica e dentro de uma área técnica prática. A formação é bem especifica, trabalha muito na área de exatas – Matemática e Física – este é um dos grandes motivos pelos quais muitos estudantes abandonam o curso, segundo Jornal Folha de S. Paulo cerca de 22% dos egressos abandonam o curso, mais este problema não é essencialmente ou estritamente do curso de ciência da computação, mas sim ao grande problema que já invadiu a anos a nossa cultura e a cultura, principalmente, dos jovens, se eles mesmo possuírem uma cultura única, mas acredito que exista uma polarização de culturas, mas enfim, tenho observado no FGdH, que muitos dos quais perguntam sobre as áreas de Ciência da Computação, Engenharia da Computação, odeiam, não gostam, não são simpatizantes e nem muito menos afim de aprender, a área de exatas, ou naturalmente matemática.
Eles ficam iludidos com a propaganda que circula através da mídia sobre a área de TI, onde muitas empresas hoje estão necessitando, precisando de profissionais capacitados, bem formados e instruídos em suas áreas, e acreditam que apenas contendo o diploma em suas mãos, irão já de imediato entrar neste mercado em grande expansão que é de tecnologia no Brasil.
É a partir dai que começa a nascer o grande conflito, muitos entram no curso de BCC e acabam desistindo devido a grande carga curricular em matérias na área de exatas, o que é a base do curso de BCC e EC. Portanto a desistência não é pela área de ciência da computação, ou que é muito complexo o curso, mas pela grave complacência intelectual e obtusa de seus egressos.
A maioria esta completamente vivendo na utopia salarial, quase todos os tópicos relacionados sobre as áreas de TI acompanham, alem das duvidas recorrentes sobre a profissionalização do formando, duvidas relacionados a faixa salarial – qual a mais alta, melhor remuneração – que cada curso pode oferecer, não existe mais o senso de fazer algo que realmente esta de acordo com meu perfil e que terei sucesso social e profissional nisto, o que ocorre é uma utopia na mente de muitos jovens em relação a isto, é onde muitos se frustram no meio do curso e quem leva a fama de malévolo é o curso e não o insipido aluno que desiste do curso por simplesmente não avaliar melhor suas escolhas e ilações, portanto, o curso de BCC é iníquo em muitas situações, infelizmente.
Voltando ao assunto da formação basilar de BCC, o curso, como eu disse, é bem especifico, trabalha muito na área de exatas, e forma, não especificamente, desenvolvedores/programadores e futuros engenheiros de software. Muitas instituições inclusive possuem programas de mestrado direto, como é o caso da PUC e algumas Federais.
A divergência entre SI e CC ocorre no ponto de que CC não forma um profissional especifico, por exemplo, um programador, não, CC é um curso muito generalista dentro da área de computação, por isso mesmo é usado na área acadêmica de pesquisa, por facilitar a entrada de pesquisadores, ou os futuros pesquisadores, através de uma pós-graduação. Entre todos os cursos de graduação na área de Tecnologia, e fala isso denotando a sua generalização na área, o curso de BCC é o que mais proporciona uma formação abrangente na área de software, por isso mesmo quase todos que terminam o curso de BCC acabam fazendo Engenharia de Software, pela grande enfase em Algoritmos, programação que o curso oferece durante os quatro anos de formação.
Antes de eu entrar para à universidade eu notei um fator muito importante no meu curso de BCC, que ele oferece toda uma base teórica construtiva e progressista na área de computação/tecnologia, ou seja, tudo o que você ver durante o curso será aplicável na sua vida profissional prática, todos os conceitos que você aprender lhe trará muita facilidade para entender a dinâmica das novas tecnologias que vão surgindo, isso é completamente visível no curso.
No curso de BCC você basicamente aprenderá conceitos em torno de; analisar, projetar, desenvolver, implementar, gerenciar qualquer trabalho ou projeto de software, também ajuda a projetar e desenvolver projetos que relacionam e interagem hardware com software, matérias na área de IA – inteligencia artificial – interação humano maquina, poderá atuar na área acadêmica como foi dito, seja como docente ou pesquisador.
Sobre os pontos de convergência, os pontos de convergência entre SI e CC estão em suas grades curriculares, isto varia conforme a instituição, mais em suma, quase todas as grades curriculares possuem convergências em suas matérias entre as duas áreas, por isso cria-se a grande confusão entre as duas, mas que pode ser facilmente solucionado pesquisando a respeito do foco profissional de cada curso.
Outro curso que muito tem a ver com tudo isso é o de Engenharia de Computação ou Engenharia de Informática.
O Engenheiro de Computação já atua dentro de uma plataforma um pouco diferente, sua formação é mais sólida, e não tão generalista, mas é multidisciplinar, envolvendo outras áreas como Eletrônica/Elétrica por exemplo.
Por trabalhar diretamente com a parte física do computador, hardware, o engenheiro tem uma posição de destaque, realmente tem mesmo, dentro do mercado de trabalho, graças a grande evolução na área de arquitetura de computadores, porem, o curso também tem bastante foco em outras áreas, convergentes no curso de BCC e BSI, como Algoritmo, estrutura de dados, programação, engenharia de software, inteligencia artificial e redes de computadores.
O curso em si possui formação multidisciplinar como disse acima, é complicado estabelecer uma definição sobre o que faz, ou qual a função essencial de um engenheiro de computação/informática, pois o mesmo possui várias áreas para atuar e escolher. Apesar disto, para quem deseja atuar na área de Hardware, que sera o foco dos meus comentários sobre o curso, o discente terá que primeiramente, digo isso sempre, gostar bastante de matemática, física e áreas convergentes a eletrônica. Um pensamento logico, raciocínio rápido e analítico, boa criatividade, afinal você estará completamente na área de desenvolvimento de novas tecnologias, uma visão mercadológica é imprescindível, caso contrário você não terá conhecimentos e discernimentos o suficiente para sempre estar inovando, outro fator forte na área de tecnologia, inovação. Todas estas características anteriores se aplicam também para o curso de BCC e BSI.
Conheço alguns Engenheiros de Computação que estão atuando também na área de Analise de Sistemas, por aqui da para notar o tamanho da multidisciplinaridade que circula o curso de engenharia de computação.
Engenheiro de Computação pode atuar também na área de alta tecnologia, isso já se aplicando a outras áreas como IA ou propriamente de Software, pode lecionar através de uma pós-graduação, trabalhar na área acadêmica como pesquisador, prestar consultorias, isso se aplica ao curso de BSI e BCC completamente, o que mais tenho visto ultimamente é alguém formando em BCC, BSI ou até mesmo EC, e atuando como consultor da área de TI, isso também é uma boa, se acaso você quiser ter mais tempo para você, sua família, sua vida, não que as empresas tiram completamente seu tempo, mais há que procure sempre minimizar a área profissional e potencializar a vida social, portanto, é uma boa saída.
Outra área de muito requisito é a área de Projetos, sim, engenheiro de computação também esta presente nesta área, e como esta, é aqui onde as pesquisas feita pelos profissionais, seja BCC ou EC, começam a se instrumentalizar, ser colocadas em prática, as grandes industrias procuram muito isso, softwares e hardware que misturam a ousadia de nossa época com a precisão do dia a dia de nossa sociedade, por isto, um toque de criatividade e raciocínio logico é essencial.
Bom, estes três cursos, BCC – Bacharel em Ciência da Computação, BSI – Bacharel em Sistemas de Informação e EC – Engenharia de Computação, são os mais famigerados cursos na área de tecnologia e computação.
Os outros cursos, que também são bem quistos pelos estudantes, são os tecnólogos, que são, basicamente, o meio termo entre a graduação e a formação técnica.
O Curso Tecnólogo em Analise e Desenvolvimento de Sistemas, é um dos tecnólogos que mais obtêm alto índice de aceitação e ingresso pelos estudantes.
Cursos tecnólogos são cursos emergentes criados para atender a demandas, em relativas áreas especificas, das organizações/mercado. É um curso totalmente focalizado em uma determinada área, costumo dizer que um tecnólogo é uma ramificação de algum curso bacharelado, como Ciência da Computação ou até mesmo Sistemas de Informação. Um tecnólogo pode, com toda certeza, participar de programas de pós-graduação.
O curso de ADS – Analise e Desenvolvimento de Sistemas dentro da FATECSP, e de outras muitas instituições, é uma evolução primordial do curso de Processamento de Dados, o que pode ser realmente uma verdade e ter fundamentos, visto que o tecnólogo em processamento de dados tinha a mesma função que o tecnólogo em ADS possui hoje, porém, o curso de processamento de dados era mais focado nas áreas de SI, e agora este novo tecnólogo, a sua evolução, é focado em desenvolvimento de novos softwares, o que é demanda enorme no mercado hoje.
Considero os cursos tecnólogos, dependendo da instituição, essencial para aqueles que desejam se inserir no mercado de forma mais dinâmica, rápida, inovadora e com uma formação especifica, o curso não tem nada de generalista, mas é multidisciplinar, ele possui ramificações tanto de Sistemas de Informação, quanto de Ciência da Computação, o que agrada bastante os olhos dos estudantes, por ser um curso novo, com ar novo, com matérias não tão novas, porem especificas.
O curso de ADS também possui enfase para redes de computadores, manutenção em micros, porem sua maior especialidade é realmente em desenvolvimento ou criação de software. O grande dilema dos cursos tecnólogos, como é o caso do ADS, é de que as grades curriculares são bastante divergentes entre si, dentro do próprio curso, variando de instituição para com instituição, algumas são mais generalistas, contendo matérias como as ditas acima, redes, manutenção e etc. E outras já são mais especificas, dentro da área de programação.
Outro curso muito famigerado na área de Tecnólogos é o Sistemas para Internet, este tecnólogo é uma evolução do Tecnólogo em Desenvolvimento Web com Software Livre. Este tecnólogo é muito interessante para quem deseja entrar na área de web designer, projetista web, na área de TI e programação.
O Foco deste curso é basicamente o desenvolvimento de software para aplicações web, estudando Java, Python, PHP, Asp etc. Também é foco do curso Banco de Dados.
Avaliei algumas grades curriculares e cheguei conclusão que o curso é perfeitamente um belo substituto para o curso de Web designer, pois possibilita uma educação continuada, com pós graduações, e claro uma generalização em outras áreas.
Outro curso tecnólogo bem visto é de Tecnólogo em Tecnologia da Informação, ou Tecnólogo em Gestão Tecnologia da Informação.
Este daqui é uma verdadeira ramificação do curso de Sistemas de Informação, é bem parecido com o foco que sistemas de informação possui, trabalhar tanto na área de gestão quanto na área técnica, veja a definição das faculdades COC a respeito do curso:
“Atualmente o que vemos no mercado de trabalho são profissionais extremamente capacitados para desempenhar funções administrativas sem no entanto terem conhecimentos e habilidades em ferramentas de tecnologias da informação que possa vir a facilitar suas operações, ou em outro extremo, profissionais capacitados tecnicamente a lidarem com tecnologias mas sem conhecimento em gestão de negócios.”
Porem este curso é simplesmente focado na área de processamento de dados, transicionar dados dentro da organização para tomada de decisão, a função do tecnólogo em gestão de TI é basicamente assegurar que os dados de uma organização estarão seguros e disponíveis assim que necessários. O curso não tem tanta enfase em programação, pois sua maior enfase é gerencial e banco de dados.
Estas foram minhas analises empíricas e pessoais, espero ter contribuído de forma satisfatória e sanado algumas duvidas que muitos me perguntaram.
Logo abaixo esta a relação salarial de minha pesquisa, links para as principais grades curriculares dos cursos até aqui mencionados e alguns outros links relevantes para visita, quem achar oportuno o faça.
Principais grades curriculares dos cursos:
Ciência da Computação:
Engenharia de Computação:
Sistemas de Informação:
Tecnólogo em Analise e Desenvolvimento de Sistemas:
INSTITUTO FEDERAL DE SÃO CARLOS
Tecnólogo em Sistemas para Internet:
Tecnólogo em Gestão Tecnologia da Informação:
Estas são as grades curriculares que selecionei para que os amigos possam comparar umas com as outras, claro que existem mais instituições que oferecem os mesmos cursos, porem achei estas mais relevantes e completas.
Logo abaixo segue alguns links para comparação salarial, isso é muito importante, visto que a remuneração também é um dos temas que mais tem tomado conta da cabeça de muitos aqui no Fórum.
Faixas Salariais: Acredito que pode existir uma grande discrepância em relação a média salarial com o que a realidade condiz, esta é apenas uma iniciativa para se ter uma ideia, ou noção, sobre quanto um determinado profissional esteja ganhando. Não separei aqui por áreas, como fiz com as grades curriculares, pois achei irrelevante e muito limitado desta forma, portanto, coloquei tabela de salários elaborado por algumas instituições e pela mídia, por isso acredito na discrepância.
Info Abril – 2007 – Tabela Salarial – Foi uma das poucas que achei que chegou mais ou menos perto da realidade.
Infor Abril Profissional – Tabela Salarial – Esta me parece ser mais recente, apesar de não ter uma data imposta na matéria, apenas a fonte, a Desix Solutions
Salary Guide – Robert Half – Sem duvida uma das mais relevantes – vale muito a pena conferir.
Ceviu – Acho também uma boa linha de pesquisa
Engenheiro de Software – Formação direta de Ciência Computação: Segundo minha pesquisa na Catho, Manager e Emprego Certo da Uol, as médias variam entre 4~6 Mil Reais reais.
Tecnólogo em Analise e Desenvolvimento de Sistemas: Segundo minhas pesquisas na Catho, Manager e Emprego Certo da Uol, as médias variam entre 3~4 Mil Reais para Profissionais Nível Pleno, e 5~6 Mil Reais para Profissionais Nível Sênior. Já para programadores, uma das principais áreas exercidas pós-formado, variam entre 1.000~2.000 Mil Reais. Já para Analistas de Sistemas ficou entre 2~3 Mil Reais.
Tecnólogo em Sistemas para Internet: Bom, devido que quem faz tecnólogo pode atuar em mais áreas, da mesma forma as demais graduações, porem a principal vaga esta para Especialista em TI – Infraestrutura WEB variando entre 5~6 Mil Reais, desenvolvedor de sistemas web variando entre 1.000~2.000 Mil Reais e Analista Web 1.500~2.500 Mil Reais.
Fique conciso que estas faixas variam conforme localidade, disponibilidade de vagas e etc.
Também quero contribuir com alguns links que considero relevantes para apreciação, espero que possam ser úteis.
Profissionais de TI estão com salários maiores
Contratação de profissionais sem diploma na área de TI
Todo o conteúdo desta atualização – exceto a descrição das profissões logo por último – faz parte de uma palestra que dei recentemente com o titulo; “A Ética Profissional, e o espírito do certificalismo”
Nesta atualização além de abordagens sobre novas profissões, vou abordar também sobre a situação atual da carreira de TI. Pretendo criar um novo projeto sobre as ramificações com tarefas e profissões que um formado em CC, EC, SI, Tecnólogos etc. Podem se especializar, ou executar, a pós estarem conclusão curso.
Não irei abordar estes temas das ramificações nesta atualização, porque criei este tópico apenas para formulação base e fundamentais – características, objetivos e metas – das profissões, sobre suas diretrizes e ramificações ficam para o outro projeto que deve sair recentemente.
Como a essência do tópico é voltada a divergências e convergências nas áreas de TI, vou abordar um tema peculiar e bem instigante, é uma verdade que quem se forma em EC, por exemplo, tem total liberdade para ir trabalhar numa área que só atuam formados em CC? E porque isso acontece?
Outro ponto que irei abordar é sobre as certificações novamente, até onde eles podem ser interessantes e viáveis aos profissionais? E porque tantos buscam ter várias certificações? Certificação é realmente muito relevante para o mercado de trabalho e principalmente para os profissionais de TI?
Procurei neste ponto sistematizar em apenas três áreas – EC, CC, SI – por causa da abrangência das três, e afinal são as três áreas mais procuradas pelos futuros universitários e profissionais, portanto, ficou privilégio para estas três áreas por enquanto. Posteriormente talvez eu possa abordar nos tecnólogos.
A atual situação de Carreiras TI no Brasil.
Como anda a carreira de TI no Brasil? Esta é uma pergunta um tanto quanto frequente que recebo direto por e-mail e por amigos. Estás duvidas norteiam e gravitam a mente dos jovens e até de profissionais já formados que estão pensando em adentrar na carreira de TI, como exemplo cito um amigo que durante 10 anos lecionou física em escolas publicas e particulares, e agora esta se voltando para a área de TI, fazendo cursos tecnólogos na área.
Bem, este dilema – como esta a área/carreira de TI no Brasil? – surge por dois problemas que vou tratá-los aqui, o primeiro se relaciona a mídia, como a mídia proclama a falta de profissionais qualificados e o “imenso” mercado livre, leve e solto e prestes a absolver profissionais qualificados, e a segunda se refere a mudança de paradigma para com o perfil dos profissionais de TI.
A primeira contradição referente à mídia surge no instante em que eles falam a respeito de “falta de profissionais qualificados” o que na realidade é uma verdade, porem a qualificação é algo que no Brasil é de extrema relatividade.
Pelo simples fato de que para algumas organizações a qualificação se refere à experiência, para outras variedades ou resiliência na formação superior, e para outras organizações o numero de especializações ou certificações enquadradas nos currículos Lattes dos profissionais.
Com isso surge uma duvida o que é necessariamente neste país para ser considerado qualificado? Qual o perfil de qualificação que as organizações esperam? Aqueles que dominem suas áreas de formação, aqueles que possuem experiências de mercado, ou aqueles que possuem vários números e títulos de certificações? Outro fator se refere a quem avalia estes profissionais, pois existe uma crise existencialista dentro dos RHs das organizações, dos quais muitas perdem grandes talentos de suas listas de convocados a vagas, por falta de uma apuração mais detalhada sobre a qualificação profissional do individuo, isso para não dizer por incompetência de quem avalia.
Por este motivo, muitas organizações têm adotado outros métodos para avaliar seu pessoal, o que significa uma melhora na avaliação, porem isto é tremendamente peculiar em muitas organizações, ou seja, poucas se esforçam para pensar em métodos melhores de avaliações. Um deles é pegar o próprio pessoal já estável da empresa para aplicar uma prova teórica e prática aos candidatos, esse é um modelo antigo que funciona muito bem hoje, melhor do que muitos RHs por ai.
O segundo ponto sobre a mídia se refere ao mercado de trabalho, quando eles dizem que “O mercado de TI esta em ampla expansão” será que realmente esta em ampla expansão mesmo? Pois vejam bem, existe hoje uma crise econômica interna muito interessante para nossa avaliação, surge já nos noticiários televisivos, em uma língua coloquial e para sermos objetivos, que o dólar estrangeiro esta aos montes em nosso país devido ao investimento de muitas organizações estrangeiras em nosso país.
É bem verdade que o mercado de TI cresce em nosso país. Porem, ao mesmo tempo observamos muitos comentarem que “Não consigo emprego mesmo com formação superior em CC, EC ou SI”, isso se equilibra em uma única causa, em minha percepção, o mercado cresce sim, porem de forma não fragmentada, ou pelo país todo, mas em determinados pontos geográficos de nosso país, para começar das megalópoles como São Paulo e Rio de Janeiro.
Eu trabalho com alguns alunos que estão estudam Ciência Computação, por meio de e-mails e contato instantâneo, a respeito de duvidas sobre engenharia de software, matérias do curso de CC, mercado de trabalho e etc.
E em algumas de nossas conversas me disseram que, “Não temos condições financeiras de irmos para as grandes cidades, devido a instabilidade que temos hoje em nossa vida profissional”, isso é uma realidade vivida não só por muitos alunos das instituições publicas e privadas, mas por muitos profissionais formados, ai o que acontece?
O profissional que é bem treinado e é bom, acaba pegando um cargo publico o que de infinita maneira não é ruim dependendo do cargo claro, ou acaba indo para organizações privadas que nem sempre respeitam sua profissão e a remuneração, que deveria vir em dobro, acaba sendo bem menos do que aquilo que imaginam, então entra a frustração profissional e onde muitos acabam mudando de curso enquanto estão cursando, ou os que já estão formados acabam indo para outras áreas.
Este inclusive é um dos grandes problemas para a existência da dita “falta de mão de obra qualificada” em nosso país.
Bem, outro problema para a geração da duvida sobre carreiras de TI no Brasil, se refere a mudança de paradigma que os profissionais de TI tiveram, e ainda tem, em nosso país e no mundo.
Fazendo uma retrospectiva, na década de 80~90 o perfil dos profissionais de TI era completamente técnico, se era um ótimo programador, analista, engenheiro etc. Tudo que se refere ao perfil técnico, a formação basilar superior, ao domínio técnico, seria o foco do perfil requerido pelas organizações.
Hoje este foco mudou bastante, não se olha mais apenas o perfil técnico, é também importante, crucial é muito relevante, porem não é o essencial em pleno século XXI com o avanço da globalização mundial. Os países de terceiro mundo invadindo com seus produtos e serviços os países do primeiro mundo, e países emergentes como o Brasil, por exemplo, são os mais visíveis e tendenciosos para este novo perfil.
O que é este novo perfil? Ele se baseia em que? Basicamente em três fatores, relacional, comunicativo e criação.
Profissionais hoje trabalham basicamente dentro do perfil técnico como sempre, mas também dentro do seu perfil comunicativo, pois é necessário falar bem, escrever bem e ouvir bem, para poder entender as demandas dos clientes e o que a empresa que você trabalha esta falando contigo, o outro é relacional, você estará se relacionando de modo interpessoal praticamente todos os dias, alguns profissionais o dia todo, e sem um bom comportamento, sem um bom modo de se relacionar provavelmente o profissional ficará a mercê na hora de dialogar com seus superiores numa reunião, ou com seus clientes no dialogo organização/empresa-cliente.
O outro fator é criativo, ser inovador ou inovação é sinal de ser criativo e de criação, de gerar algo novo, por mais que não seja uma ideia original, mas que seja uma nova ideia de olhar pela mesma janela, isso é tremendamente relevante, principalmente para quem deseja trabalhar na área de desenvolvimento.
Outro fator interessante é ser resiliente, eclético, gostar de outras áreas, por exemplo, se determinado profissional trabalhar em uma organização que desenvolva softwares de segurança, ele deve, alem de conhecer todas as métricas utilizadas para criação de softwares e aparelhos de segurança, também conhecer a própria organização que estará prestando serviços, um sistema online de um banco, um sistema operacional privativo de determinada empresa etc. Conhecer a empresa que você estará prestando serviços é essencial.
E isso se consiste não apenas na parte funcional, mas também na parte empírica, de você ter uma experiência de o que, na realidade, a organização que você esta prestando serviços estará precisando dentro do software que você estará elaborando, estes são princípios e esta enquadrado no fator relacional do profissional, de ele relacionar-se com a outra empresa que estará prestando serviços.
E consequentemente pelos efeitos da globalização e prestação de serviços ao exterior, como muitas organizações fazem pelo Brasil a fora, é ter o domínio de um segundo ou terceiro idioma, isso é imprescindível e acrescenta muito no currículo, principalmente se for uma organização multi ou transnacional.
Crescimento Mercado de TI no Brasil – seus avanços e estagnações.
Bem tratar do crescimento do Mercado de TI no Brasil é sempre uma tarefa um tanto quanto relativa, principalmente quando os números são como diz a letra de Raul Seixas, uma metamorfose ambulante.
Mas, vou pegar alguns dados interessantes postados recentemente, por volta de 2009~2010. Os dados são do IDC e de alguns Jornais Brasileiros. Em 2009, houve um pouco do clímax da crise financeira mundial, e por isso o mercado de TI no Brasil não cresceu tanto.
Segundo os dados da IDC publicados pelo Jornal Brasil Econômico em 2009 é de que a participação de TI no PIB era de 2,1% – bem pouco. Em 2010 as previsões eram de 8,1% ou até mais, cresceu em 9,1% – crescimento muito relevante. Em 2011 a perspectiva para crescimento esta a beira dos 13%.
Em 2009 TI movimentou cerca de U$ 30,2 Bi. Em 2010 foi de U$35,2 Bi e esta previsto para este ano – 2011 – U$39,1 Bi cerca de 13% aumento. Isso tudo é muito bom para economia do Brasil, porem como a área de TI é super fragmentada este aumento pode significar boas ou más coisas, por exemplo, quais as áreas dentro do Mercado de TI que mais vem crescendo nestes períodos? Até então apenas algumas pesquisas publicam isto, porem, a mídia como um todo publica os dados generalistas e não sistêmicos do mercado de TI.
Um exemplo de área que vem crescendo no Brasil dentro do mercado de TI é a Cloud Computing, que segundo pesquisas da IDC Consultoria cresce 60% no Brasil. Espera-se que os investimentos nestas áreas ultrapasse U$1 Bi, chegando em torno de 1,8 Bi de Dólares. Segundo a IDC, o mercado TI Brasileiro crescerá acima da média mundial, graças a Classe C, explosão do mercado de SmarthPhones, crescimento economia, crescimento e expansão de pesquisas e investimentos em C&T – que estou ainda a ver navios nesta questão no Brasil – e ao crescimento de novas empresas e das que já estão aqui instaladas, abaixo um gráfico exemplificando melhor isso tudo.
Outros dados interessantes são de que no Brasil há um buraco na área de profissionais qualificados, onde mais de 70 mil vagas estão abertas e até 2013 estes números irão alcançar a margem de 200 Mil – Richt Management Consultoria. Já dei minha posição sobre o que são estes “buracos de profissionais qualificados no Brasil” no mercado de TI.
E as qualificações – Papel e relevância das certificações.
Brasil: O país dos certificados em TI.
Já disse no primeiro post desta série, que certificação apenas com experiência mínima de 1~2 anos, isso porque a certificação não lhe garante ter domínio pleno dentro da área que iras ser certificado para executar serviços, ou seja, você é certificado, mas não sabe fazer exatamente o serviço.
Enfim, quero abordar outro ponto dentro das certificações, o que na realidade são as certificações e para que serve? Bom, as certificações têm basicamente o intuito de dotar profissionais com certas capacitações feitas por fabricantes de determinados produtos. Estas certificações são feitas por empresas que estão ligadas diretamente a estes fabricantes de determinados produtos, que elaboram em um centro de treinamento, testes, provas e conhecimentos que visam capacitar os profissionais.
Então, em um gráfico elaborado pelos Profissionais de TI, fica assim: Fabricante -> Empresas que Certificam ligadas aos Fabricantes -> Centro de Testes -> Profissionais.
Mas, porque tantos profissionais procuram ter muitas certificações? Isto é uma exigência proeminente do mercado de TI ou não? Bem, certificação é algo subjetivo, o profissional que pretende tirá-la deve ter real consciência de duas coisas, primeiro se ela servirá apenas como um pedaço de papel assinado por alguma empresa de treinamento, ou se a certificação será um impulso profissional que faltava, segundo a certificação é um complemento imprescindível para quem tem experiência, falei isto agora pouco, porem, muitos me perguntam “Eu tenho experiência dentro da universidade, fiz muitas aulas práticas, pois era um tecnólogo então era bem focado, então tenho experiência com a instrumentalização de minha profissão, posso tirar certificação?”.
A minha resposta é a seguinte, a certificação é apenas um comprovante que atesta sua eficiência e competência para trabalhar com determinados produtos, dar suporte e gerenciá-los de forma eficaz, porem, o conhecimento é totalmente seu, nem sempre uma experiência dentro do laboratório irá representar fielmente a experiência e dinâmica de mercado que a devida profissão oferece.
Lembrando que, eu não sou contra a tirar certificações, porem o que ocorre no Brasil é totalmente diferente, existe uma hipérbole da parte dos profissionais ao tirarem certificações, achando que simplesmente irão construir um perfil diferenciado, multidisciplinar etc. e consequentemente um perfil totalmente desfocalizado.
Onde trabalho tem um que tem cerca de 18 certificações, de várias áreas diferentes, até mesmo fora da área de sua formação, e ele olha em mim e diz reclamando “investi um dinheiro tremendo nessas especializações sistêmicas de curtas durações, para ganhar cerca de 17 salários mínimos por mês”.
Enfim, considero que a certificação somente terá valor se realmente for útil ao profissional, não digo uma necessidade, mas utilidade, ter várias certificações apenas pensando que será absolvido mais facilmente ou se destacar melhor no mercado, esta completamente enganado.
Mais informações sobre as certificações, estarei postando links logo mais abaixo, senão a atualização fica enorme.
As profissões de TI – Engenheiro de Redes de Comunicação, Tecnólogo em Redes de Computadores.
Logo mais abaixo estará disponível as grades curriculares dos cursos.
Engenharia de Redes de Comunicação.
A ênfase do curso de ERC – Engenharia de Redes de Comunicação – é voltada a três esferas, tecnologia da informação, engenharia elétrica e redes.
Envolve-se muito com multimídia, transmissão de dados, programação, física e algumas matérias de matemática. A ênfase geral do curso visa estabelecer um vinculo entre multimídia e computação, não é um curso especifico, é bem generalista, pois possui várias matérias de grades curriculares diferentes.
Segundo a definição do curso da UNB – uma das únicas universidades a fornecer o curso no Brasil – diz o seguinte sobre o mercado de trabalho de ERC; “O profissional de Engenharia de Redes de Comunicação exerce atividades de engenheiro projetista de redes, engenheiro integrador de sistemas de comunicação, engenheiro de desenvolvimento de sistemas distribuídos, engenheiro de instalação e operação de redes, gerente de redes, administrador de áreas e departamentos de teleinformática, planejador de arquiteturas corporativas de tecnologia da informação, assessor técnico, engenheiro técnico comercial, consultor independente, empresário provedor de serviços de redes, administrador de ambientes de tecnologia da informação e de produção de conteúdo, gestor da segurança da informação, professor e pesquisador. Em todo o mundo, e com mais razão no Brasil, onde a utilização de serviços de redes não cessa de aumentar, as potenciais aplicações de redes de comunicação abrangem a maior parte das atividades sociais e todos os setores econômicos, permitindo ao engenheiro de redes atender à demanda de um vasto mercado de trabalho composto de concessionárias de telecomunicações, provedores de serviços de redes, empresas usuárias de serviços de redes, bancos e instituições financeiras, empresas de processamento de dados, empresas de consultoria, órgãos públicos, universidades e instituições de pesquisa, indústrias de telecomunicações, fornecedores de equipamento de redes e integradores, além de instituições de ensino e pesquisa.”
Qual a diferença entre Engenharia de Redes de Comunicação e Engenharia de Redes de Sistemas de Telecomunicações?
Bom, a diferença já começa pelas especializações, ou seja, o curso de ERC possui uma plataforma de graduação pela UNB e pela UFRN, já o curso de ERST é apenas de pós graduação, portanto, qualquer formado na área de TI, CC, EC, SI, ERC etc. Podem se especializar em ERST sem problemas.
Outro fator que diferencia é que ERST é completamente voltado a redes, redes de comunicação como, Sistemas Radiofônicos e digitais, Redes ópticas, redes telefônicas etc. Não tem ênfase a multimídia, não trabalha diretamente com tecnologias da informação, apenas no sentido de telecomunicações por vidas radiofônicas e televisivas, mas em sentido computacional não.
Tecnólogo em Redes de Computadores.
É um tecnólogo voltado para a elaboração, implantação e concepção de redes de computadores, trabalha com TI pelo fato de trabalhar com dados, muitos que se formam em redes de computadores não trabalham apenas nas infraestruturas, mas na área de transmissão de dados etc. Este tecnólogo também atua na área de administração de redes e como consultor. O interessante é trabalhar com SI-Segurança Informação, porem se exige uma especialização na área. Trabalhar como consultor, se tiver um grau de experiência bem intenso, é sempre muito bom em qualquer área por N motivos positivos.
Nas palavras do Instituto Federal de Educação, ciência e tecnologia do Ceará; “O Tecnólogo em Redes de Computadores também estará apto a iniciar o seu próprio negócio como prestador de serviços, consultor, etc., bem como continuar seus estudos em cursos de pós-graduação ou seguir a área de pesquisa científica, trabalhando em instituições de pesquisa ou ensino voltadas para a área de Redes de Computadores. Poderá também prestar concursos em nível superior em diversas instituições públicas e privadas na sua área de atuação ou em áreas afins.“
O problema das profissões – convergências de atuação.
Um amigo meu formado em Engenharia de Computação esta trabalhando com desenvolvimento de softwares, e sua especialização na realidade é em robótica, mas porque isso acontece? Não deveria um formado em sistemas de informação ou ciência de computação estar atuando no lugar dele?
É uma questão um tanto quanto complexa, pois primeiro, existe uma polarização, uma grande permeação, no mercado de trabalho, e uma falta de profissionais competentes dentro de determinadas áreas, portanto, um cara que é formado em engenharia de computação estar dentro de uma organização como programador não soa tão estranho, devido a este fator primordial. Segundo, as organizações, nem as próprias organizações andam entendendo bem esta polarização, existe hoje graduados em ciência da computação fazendo pós em administração ou economia.
Terceiro que a própria área de tecnologia da informação, colabora para isto, afinal, quem aqui sabe definir o que é exatamente tecnologia da informação? O que faz um profissional que atua em tecnologia da informação? Pois a administração, através de GC – gestão conhecimento, IC – inteligência competitiva utiliza TI para complementar métricas para gestão interno dos seus colaboradores/funcionários. A economia utiliza para traçar dados e obter resultados mais precisos sobre evolução, declinação e aspectos rotativos econômicos de um país. Enfim, o que quero dizer é que muitas áreas se convergem entre si graças a essa polarização e infinita discussão a respeito da definição de tecnologia da informação, isto infelizmente para alguns, culmina em uma confusão de atuação e hierárquica algumas vezes.
Portanto o que vejo é o seguinte, os profissionais de TI devem ter uma visão elevada acerca do mercado, e principalmente de sua área de atuação, para não ficar atônito diante desses embaraços profissionais. Uma visão elevada esta, em minha teoria de mercado, aplicada ao que eu chamo de IM – inteligência de mercado – entender e ter uma visibilidade dentro do mercado, através de uma analise sócio empresarial e um senso critico e lógico apurado, para não cometer erros e declinar ao invés de culminar no sucesso.
O grande problema é que os profissionais de TI, muitos para não criar uma exacerbação generalista desnecessária, não são sempre aptos a aprender outras áreas, não gostam de ler sobre sociologia, administração, economia etc. e é onde apenas eles perdem, e perdem espaço e não somente dinheiro.
Às vezes esta compensando, para determinado profissional, atuar como consultor de TI, do que propriamente como engenheiro de software ou infra. Mas pela limita visão de mercado, acaba que ficando estagnado em um cargo, e perdendo o melhor de sua profissão, ou como dizia meu professor de calculo, o clímax de sua atuação sócio profissional.
Links:
InfoExame entrevista o maior detentor de certificações
Vídeo – Consultoria em TI – Governança em TI
Tendências de Contratação – Robert Half
Principais certificações em TI
Grade Curricular de ERC – Engenharia de Redes de Comunicação – UNB
Grade Curricular de Tecnólogo em Redes de Computadores – PUC
Conto com a ajuda dos amigos para sempre aprimorar, seja com novos links ou com novas informações, a respeito dos cursos acima mencionados. Sei bem que ficou bem grande o projeto, mas infelizmente não dava para sintetizar mais do que isto, alias, eu não disse 50% do que eu gostaria de compartilhar com os amigos a respeito das áreas acima tratadas, mas mesmo assim acredito que o artigo irá ajudar a muitos amigos aqui do Fórum que estão com problemas para entender as dinâmicas, as divergências entre as áreas citadas acima.

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