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[Linux] Fixando um processo em um núcleo do processador

O título explica o conteúdo desta dica, a principio precisa instalar o pacotes schedutils em distribuições Debian-like nas de família Red Hat o nome do pacote é: util-linux-ng, ambos podem ser instalados rapidamente com um apt-get ou via yum, ou obtidos neste link.

Após instalar precisamos pegar o PID do processo, com um simples:

$ ps aux| grep -i processo

Com pid em mãos só executar:

$ taskset -c nucleo -p PID

O núcleo é o numero de identificação do núcleo, cada núcleo do processador possui um id, começando em 0 (zero) indo até total de núcleo -1, ou seja se você tem um core 2 duo, você terá o núcleo 0 e o núcleo 1. Por exemplo o PID do processo e 1234 e o núcleo que você seja fixar a aplicação e o segundo núcleo do core 2 quad, então usamos:

taskset -c 1 -p 1234M

Um adento o comando taskset precisa ser executado com a mesma permissão que o processo está sendo executado, se o processo que deseja executar o taskset está sendo executado com o root, então precisará executar o taskset com o root.

Também e possível iniciar um processo com um núcleo fixado, por exemplo: você quer fixar Firefox em um núcleo do processador, bastaria utilizar:

taskset -c 1 firefox

Rápido e pratico. As vantagens da utilização deste mecanismo são diversas, por exemplo obtive uma melhora significante com o Firefox ao fixá-lo em um núcleo; embora ainda não tenha descoberto o motivo para isso, a melhoria foi relevante.

Outra vantagem é interessante e que nem toda aplicação foi desenvolvida para utilizar vários núcleos então podemos fixa-las em um núcleo para evitar desperdiçar os núcleos ociosos.

O próximo texto, será uma continuação do sed, e tenha uma ótima sexta-feira.

[]‘s

[Reflexão] O problema do Amarok, Firefox, Smartphones e Tablets

Sou um heavy user do Amarok, fique bastante contente pois recentemente saiu a versão 2.5 do Amarok fiquei bastante feliz com suporte a contas do gpodder. Para atualizar no Ubuntu é muito fácil basta executar as linhas abaixo:

sudo add-apt-repository ppa:kubuntu-ppa/backports
sudo apt-get update
sudo apt-get upgrade

Pronto está atualizado e instalado, infelizmente seria perfeito se fosse somente isso, utilizo o Amarok desde a versão 1.4, que diga-se de passagem foi uma das melhores versão do Amarok, ele era leve, rápido, cheio de recursos, atendia a todos muito bem a única reclamação que via sobre ele nos fóruns e redes IRC era por ele utilizar QT e não se integrar muito bem a ambientes GTK (como Gnome e XFCE).

Então um belo dia, veio uma tempestade chamada QT4, que mudou tudo, o ambiente KDE que utilizava o QT3.5, migrou para o QT4 as mudanças no ambiente foram muito drásticas, me lembro da quantidade de reclamações quanto as primeiras versões do KDE4, era lento, repleto de bugs, parecia um Windows Vista…

Não foi só o KDE4 que sofreu grandes mudanças, mas sua base de aplicativos também, não fui muito afetado pois a maioria dos programas que utilizo são programas escritos em GTK. Mas dentro do ambiente GTK não existe nenhum player que seja melhor que o Amarok, isso é um fato, o Banshee nem entra para a lista aquela coisa usa Mono.

As mudanças provocadas pelo KDE resultaram no que a principio chamei de aberração o Amarok2, ele era uma bela de uma porcaria, fiquei indignado com o que fizeram com o Amarok1.4 que era uma versão excelente, fico pensando por quiseram mudar tudo, por que só não portaram para QT4? (mais abaixo vou falar do port dele para QT4).

Depois de algumas atualizações os bugs foram sendo corrigidos, novos apareceram, foi ficando mais encorpado ou seja atingindo maior maturidade. Fui utilizando feliz, estava me atendendo muito bem, nem me lembrava mais da época do 1.4.

Até que efetuei este ultimo upgrade para o 2.5 e notei que o uso do processador estava maior do que o de costume, então resolvi fazer alguns downgrades do Amarok. Fiz um downgrade para o 2.4 o uso do processador era menor, mas ainda bem alto, fiz outro para o 2.3 é o uso do processador era menor que no 2.4 mas ainda sim muito alto. Então fiquei com a pulga atrás da orelha, no 1.4 o consumo de processamento e memória era muito menor, muito menor mesmo!

Então resolvi instalar o Amarok 1.4 na máquina virtual, para comparar os dois (sim na máquina virtual mesmo!) e o mais incrível que seu desempenho mesmo em uma máquina virtual era superior ao do Amarok2 (2.3, 2.4 e 2.5) o Amarok se tornou um bloatware, desde a versão 2 dele, ele virou um bloatware.

Antigamente browsers era simplesmente ferramentas para visualizamos nossos sites, não programas atolados de funcionalidades hoje um browser e praticamente um sistema operacional sua complexidade e sofisticação atingiu níveis colossais, hoje em dia e impraticável (a menos que tenha muito, mas muito tempo livre) pegar o código fonte do Firefox ou do Amarok até mesmo do Linux estuda-los a fundo.

A alguns anos atrás utilizamos hardware bastante limitados, computadores com processadores de apenas um núcleo, 256MB de RAM, 40GB de HD (estou sendo otimista com essa configuração), hoje em dia e inviável utilizar um hardware como esse que citei, graças aos bloatware.

O que é um bloatware? São softwares inchados, softwares que agregaram tantos recursos que se tornaram muito pesados, os recursos nem sempre bem implementados (para falar a verdade raramente são bem implementados) hoje não temos mais softwares tão bons quanto a alguns anos atrás, fazendo uma analogia hoje temos patos! Eles nadam, voam e andam, mas não fazem nada tão bem.

Agora vamos a outro software, o Firefox, este e sem sombra de dúvida o maior exemplo de bloatware que temos, era um bom navegador, não que não seja ainda um bom navegador mas…implementou o suporte a extensões que hoje são vistas como o melhor e o pior, depois recebeu mais implementações como o suporte a skins, depois milhares de mudanças internas chegou ao que temos hoje, um navegador pesado, exigente com o uso de processador e um devorador de memória.

Pessoas tentam nos enfiar goela abaixo a ideia de que podemos usar o browser para tudo e de que Smartphones e Tablets podem substituir computadores/notebooks. Tablets e Smartphones entram na mesma analogia dos patos, fazem muita coisa, mas nada direito, não venha me falar que fazem pois todos sabemos não fazem, tenta redigir sua monografia no seu iPhone ou no Galaxy para tu ver, experimente ler livros no seu iPad ou xoom a luz do sol para tu ver ou então leia por horas e mais horas para ver se sua vista não ficara extremamente cansada.

Qual relação dos Tablets, Smartphones, Bloatware e patos? Todos são Bloatwares! Os Smartphones são bloatwares, dos celulares, fazem tudo que um celular faz, mas a maioria de suas funções não fazem direito e ainda tem quem alega que pode ter uma produtividade alta com eles, podem até oferecer alguma produtividade dependendo do uso, mas na maioria sua experiência e limitada. Tablets se encaixam perfeitamente na categoria, pois são bloatwares dos e-readers (que era um gadget com objetivo específico, funcionar como leitor digital) diferente dos Tablets que atiram para tudo que é lado…

Perceberam aonde quero chegar com tudo isso? Chegamos em um ponto que os softwares deixaram de fazer o que se propunham e começaram a tentar executar todo tipo de tarefa! Deixaram de executar suas tarefas direito e passaram a fazer um monte de coisa, mas nada direito, minha teoria pode ser confirmada com o surgimento do Chrome, por que ele se tornou um navegador tão utilizado? Por causa do marketing da Google? Não, o principal fator pelo foi que o Chrome era um navegador bom!

Ele se propunha a ser um navegador veloz, leve e que funcionava direito, nada de bloatware e cumpriu sua proposta, muito bem diga-se de passagem, e questão de tempo até ele se tornar o navegador mais utilizado do mundo, hoje o Chrome está entrando na era bloatware, se atolando de recursos e questão de tempo até ele se tornar o novo Firefox.

[]‘s

[SED] Introdução ao SED – parte 2

No episódio anterior, tivemos uma rápida introdução ao sed, vimos que podemos trocar uma string por outra de uma forma rápida com: sed ‘s/string/nova_string/’,

A ferramenta sed nos oferece diversos recursos para edições de textos, uma curiosidade sed significa Streams EDitor, vivendo e aprendendo, então bom, a sintaxe básica do sed será sempre sed ‘parametros’, sempre dentro de aspas simples.

Podemos excluir linhas que contém a string com o parâmetro ‘/string/d’, por exemplo:

$ cat arquivo-sacana.txt | sed -e'/manga/d'

O comando acima irá excluir as linhas que contém a palavra manga (nada contra quem gosta de manga, só quis excluir as mangas). Expandindo um pouco a mente, vejamos o exemplo abaixo:

$ cat arquivo-sacana.txt | sed -e ' /^manga/d'

Ih von, agora lascou tu enfiou um ^ antes da palavra manga, agora não sei mais o que o sed fez!

Calma jovem cadete, o von vai explicar :) o sed é uma ferramenta fantástica, como já disse umas 500x, ele suporta algo chamado expressões regulares ou no popular regex. Expressões regulares para não confundir o seu cérebro, ou para confundir logo de vez hehe, é uma forma ditar um padrão de texto, complicou mais ainda então vamos descomplicar, no caso acima disse ao sed: Olha sed eu quero que você pegue a linha aonde começa com a palavra manga e deleta essa linha. O que o ^ faz é bem simples só indica que a palavra seguida dele deve está no inicio da linha.

Já entrando um pouco no assunto expressões regulares, prometo futuramente fazer um guia introdutório a elas :)

[]‘s

[SED] Introdução ao sed

Introdução ao sed

Afinal o que é sed e para que ele serve? O sed é uma ferramenta muito interessante, considero junto com cut e tr as ferramentas mais sensacionais dos sistemas unix-like, ele nos permite substituir, remove, modificar, adicionar strings ou caracteres em determinadas posições. Complicou? Vamos simplificar então!

Imagine que você tem um texto enorme de 15 mil linhas e você precisa trocar todas as ocorrências da palavra chuchu por abacate! O que fazer? Vai tentar trocar termo por termo na mão? Obvio que você não é masoquista para tentar algo como isso.

O exemplo acima pode ser solucionado de uma forma muito simples, assumindo que o arquivo de 15 mil linhas se chama arquivo-sacana.txt vamos executar:

$ cat arquivo-sacana.txt| sed 's/chuchu/abacate/'

Explicando o comando assim:

$ → cifrão indica que você está logado com um usuário não root

cat → comando que exibi um arquivo-sacana

arquivo-sacana.txt → o arquivo que tem 15 mil linhas

| → joga o resultado do comando antes da | para o próximo comando, no caso o sed

sed – > o comando sed, dã

s/chuchu/abacate/ → aqui está a mágica!

Para realizamos trocas simples com sed, basta s/troca-isso/por-este/.

Pronto viram como foi simples? Nem tanto o comando acima faz algo que talvez não é o desejável, o que nos queremos e mudar TODAS as ocorrências da palavra chuchu por abacate então precisamos adicionar o parâmetro ‘g’ no final do sed ficando assim:

$ cat arquivo-sacana.txt| sed 's/chuchu/abacate/g'

Pronto agora toda vez que aparecer a palavra chuchu o sed irá mudar para abacate. Quando não executa com o parâmetro ‘g’ o sed vai apenas aplicar a mudança a primeira vez que a palavra chuchu aparecer na linha ou seja apenas na primeira ocorrências por linha.

Isso é apenas uma introdução ao uso do sed, afinal de contas é o começo da sessão sobre sed. Esse carinha é tão especial que vai ganhar até uma sessão só para ele.

[]‘s

Revista Espírito Livre Número 31

Este mẽs a Espirito Livre me surpreendeu com o tema, robótica :)

Capa da revista espirito livre 31

Clique na imagem para baixar a revista.

Robôs. Eles sempre fascinam a maior parte de nós, humanos. E a construção destes seres não pensantes (será?!) nos dá o gostinho de brincar de Deus, o que para muitos pode ser o princípio do fim e para outros apenas evolução e ciência. Na maioria dos filmes de ficção científica, o cenário pintado pelos autores e escritos não é dos melhores, nos apresentando um futuro dominado pelas máquinas e consequentemente por robôs. Quer seja em “Matrix”, “Eu, robô” ou qualquer outra obra do cinema simulando um cenário evoluído, ou ainda no próprio “mundo real”, é realmente difícil pensar num cotidiano sem os ditos “frios”. Mas retornando ao presente e a realidade” , essas máquinas nos possibilitam iversas iniciativas em pról da modernização de processos, otimização e automatização, e que ejá stão mais próximas do que a gente imagina. Várias delas fazem uso regular de tecnologias abertas e software livre, o que aé inda melhor. Dominar a tecnologia que temos em nossas mãos e realmente saber “o que tem dentro” é uma sensação que aqueles que se utilizam do software livre e tecnologias abertas pode mse orgulahr de ter. Projetos como o Robótica Livre e tantos outros apresentam soluções para aprendizagem de novos conceitos, possibilidades de aprimoramento em várias tecnologias, assim como o Arduino possibilita que seus usuários tenham a sua disposição uma plataforma livre para produção de muitos projetos interessantes e promissores.

Conversamos com Danilo Cesar, que é um dos precurssores no assunto e já esteve envolvido em diversos trabalhos na academia, sempre fazendo uso de tecnologias livres e a robótica como elementos principais. Danilo e vários colaboradores, entre alunos e parceiros, enviaram materiais sobre este tema instigante e o resultado pode ser conferido nas próximas páginas. Esperamos que o tema possa abrir os horizontes de vários leitores com tais materiais.

A edição ainda traz uma entrevista com Paulo Trezentos, um dos criadores do GNU/Linux Caixa Mágica, uma popular distribuição de Portugal. A entrevista aconteceu durante o Linux 2011, um evento que aconteceu em Lisboa recentemente e na qual tínhamos um correspondente de lá, o amigo parceiro Anderson Gouveia. Valdir Silva fala sobre certificações e mais especificamente sobre a LPI, trazendo uma série que irá desmistificar várias dúvidas quanto a esta popular certificação. Flávio Siqueira fala sobre a possibilidade de construir jogos sem o uso da programação e apresenta softwares para tal. Kemel Zaidan, parceiro da Revista Espírito Livre, nos envia, com muito pesar, um texto sobre nosso amigo que partiu recentemente, André Gondim. Gondim era colaborador de diversas iniciativas populares de software livre, entre elas, a tradução do Ubuntu para o Português do Brasil. Se você hoje usa o Ubuntu em algum computador, muito provavelmente faz uso da tradução feita por Gondim. Ele também era colaborador da Revista Espírito Livre, tendo enviado materiais para publicação. Suas participações, bem como sua presença, com certeza deixarão saudade.

Recentemente, no II Encontro Nacional de Tecnologia da Informação, que aconteceu em Brasília/DF, recebemos o prêmio “Amigos do Software Público”. Foi um momento ímpar, pois percebemos que nosso trabalho realmente faz a diferença. E a publicação só faz essa diferença por que pessoas como você, leitor, nos acompanha, enviando seus depoimentos e materiais para que continuemos nosso trabalho.

Teremos ainda este mês o I Fórum da Revista Espírito Livre, que acontecerá em Vitória/ES e além de buscar recursos para a publicação, visa aproximar ainda mais leitores, colaboradores e redatores. Esperamos que seja um sucesso. Fica aí o convite.

E assim como em todas as nossas edições, continuamos a contar com você, leitor. Um abraço forte.

Vamos a leitura dessa edição, vou demorar um pouco para ler ela, pois tenho dezenas de artigos para ler, mas essa já tá no HD :)

 

[]‘s

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